O porquê de se construir um jornal de idéias
Na crença de que o homem seja produto daquilo que lê, idealizamos o Faro, um jornal de circulação de idéias que pretende contribuir para a melhor leitura e para a formação do sujeito. É um suporte comunicacional que nasce num contexto de indignação de alguns leitores, que se sentem afrontados na inteligência e desrespeitados como cidadãos. Afinal, não é possível conceber um homem livre e produtivo intelectualmente a partir de leituras de periódicos que, mascarados como “gratuitos”, nada realizam senão o ordinário ofício de agendas de movimentação política. O comportamento, adotado pelos veículos locais que vivem do dinheiro público, é um artifício, uma forma de suplantar a realidade pela pintura de quadros positivos independente da ordem e do caos percebido pelo leitor.
O Faro, na contramão de tudo isso, será, portanto, um jornal de análise das contradições, de questionamentos e de hipóteses. Pretende veicular o “não dito”, por meio de opiniões, desenhos, crítica, humor e de toda forma de produção cultural. Com a meta de contribuir para o exercício da leitura e para a consolidação do pensamento crítico, propõe-se a argumentar sobre os fatos noticiados, contrariando os jornais que se acomodam à sombra dos palácios oficiais, cuja posição tem sido a de defender o poder estatal. Destarte, o Faro pretende constituir-se como um veículo combativo às notícias que não problematizam em nada a realidade concebida, como se, por aqui, tudo corresse às mil maravilhas. Não se pode, afinal, admitir, para o bem estar da sociedade, que o povo ande tocado como gado, nem que as escolas continuem amordaçadas em detrimento do poder. E, o mais grave, não se deve aceitar que o cidadão continue amputado de sua indignação, anestesiado pela leitura de jornais que se limitam à bajulação política. Esse comportamento, que rende aos bolsos de alguns, muito dinheiro, é o principal responsável pelo achatamento cultural e pela ignorância, “mãe de muitas misérias”, algo deprimente numa sociedade que se proclama democrática. Em outras palavras, o Faro, que não é nenhum movimento político, deve ser o contradiscurso do jornalismo oficial, pois este nada mais é do que a tentativa de validar as ações políticas, a fim de que o cidadão as conceba como algo natural, à exemplo do recente escândalo da “viagem a Natal”, quando jornais locais saíram em defesa dos vereadores de Aparecida de Goiânia.
O Faro, na contramão de tudo isso, será, portanto, um jornal de análise das contradições, de questionamentos e de hipóteses. Pretende veicular o “não dito”, por meio de opiniões, desenhos, crítica, humor e de toda forma de produção cultural. Com a meta de contribuir para o exercício da leitura e para a consolidação do pensamento crítico, propõe-se a argumentar sobre os fatos noticiados, contrariando os jornais que se acomodam à sombra dos palácios oficiais, cuja posição tem sido a de defender o poder estatal. Destarte, o Faro pretende constituir-se como um veículo combativo às notícias que não problematizam em nada a realidade concebida, como se, por aqui, tudo corresse às mil maravilhas. Não se pode, afinal, admitir, para o bem estar da sociedade, que o povo ande tocado como gado, nem que as escolas continuem amordaçadas em detrimento do poder. E, o mais grave, não se deve aceitar que o cidadão continue amputado de sua indignação, anestesiado pela leitura de jornais que se limitam à bajulação política. Esse comportamento, que rende aos bolsos de alguns, muito dinheiro, é o principal responsável pelo achatamento cultural e pela ignorância, “mãe de muitas misérias”, algo deprimente numa sociedade que se proclama democrática. Em outras palavras, o Faro, que não é nenhum movimento político, deve ser o contradiscurso do jornalismo oficial, pois este nada mais é do que a tentativa de validar as ações políticas, a fim de que o cidadão as conceba como algo natural, à exemplo do recente escândalo da “viagem a Natal”, quando jornais locais saíram em defesa dos vereadores de Aparecida de Goiânia.
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